Petição pelas florestas (greenpeace)
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O LADO SOMBRIO DO MERCADO CENTRAL DE BH
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A absolvição da dieta vegetariana
Para todos aqueles que optaram por não mais comer animais e deixaram de ser co responsáveis por toda uma cadeia de dor e sofrimento a seres sencientes e com direito à vida (inerente a todas às espécies) e que apenas tiveram o azar de vir ao mundo num formato diferente dos animais humanos, eis que surge uma grande notícia que deveria interessar a todos, vegetarianos e não vegetarianos: O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª região – CRN-3 (que orienta e fiscaliza a profissão dos nutricionistas nos estados de Mato Grosso e São Paulo) emitiu um parecer absolvendo a dieta vegetariana, ou seja, admitindo a sua viabilidade enquanto opção alimentar. Somente agora aqui no Brasil foi admitido aquilo que há muitos anos em outros países já havia sido pesquisado e difundido. E esse grande feito tem o mérito de profissionais como o Dr. Eric Slywitch, médico nutrólogo, coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB.
O CRN-3 coloca que a natureza biológica do ser humano lhe possibilita escolher aquilo que deseja comer, sendo que muitas são as razões para se adotar a dieta vegetariana (científicas, ambientais, religiosas, filosóficas e éticas), desde que seja bem planejada. Aliás, qualquer dieta, seja vegetariana ou onívora deverá ser bem planejada para que possa atingir o equilíbrio e a adequação nutricional. Pelo que demonstram as estatísticas em relação ao limitado número de vegetarianos em oposição à grande maioria da população não vegetariana e pelo que se evidencia nas filas dos postos de saúde, das internações hospitalares, da dependência dos remédios e sustentação bilionária da indústria farmacêutica, e outras mazelas relativas à saúde, com certeza, nesse contexto se situam, principalmente, os apreciadores das dietas convencionais. Numa situação hipotética em que, por exemplo, 100 indivíduos estiverem com deficiência de ferro ou em condição anêmica e se apenas um entre estes for vegetariano, logo o mesmo receberá um destaque negativo e sofrerá uma “condenação óbvia” por sua escolha alimentar. E os outros 99 indivíduos comedores de carne, qual o destaque e o juízo a lhes ser atribuído? Daí não é por falta de carne! E pensar que cerca de 1/3 da população mundial, mesmo sendo em sua maioria comedora de carne, sofre de deficiência de ferro. E aí, o que dizem os “entendidos”?
http://www.anda.jor.br/22/02/2012/a-absolvicao-da-dieta-vegetariana
22 de fevereiro de 2012 às 11:48
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O veganismo como base moral: por que não?
Direitos animais: a abordagem abolicionista
O apelo da defesa vegana criativa e não violenta é que ela desafia as pessoas a aplicarem um princípio moral que a maioria já aceita e diz que considera importante: que é moralmente errado infligir sofrimento e morte aos animais a menos que seja necessário, e o prazer, a diversão e a conveniência não podem ser suficientes para demonstrar necessidade. Quando as pessoas são confrontadas com o argumento de que criticar Michael Vick por causa da rinha de cães não faz sentido se estamos comendo animais ou produtos de origem animal, ou com a semelhança entre os animais que elas amam e os que elas comem ou vestem, pode ser que elas todas não virem veganas imediatamente, mas pelo menos conseguimos fazê-las começar a pensar sobre a questão geral do uso de animais em termos morais. E dentro da medida em que esse argumento repercute – e vai repercutir para muita gente – elas começarão a avaliar as questões da ética animal de uma maneira diferente.
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Dr. Victor Marcio fala sobre prevenção da Leichimaniose viceral canina
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Marcadores: leichimaniose dr. Victor prevenção
Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo
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Florestas e Homens.
Filme oficial do Ano Internacional das Florestas. Dirigido por Yann Arthus-Bertrand para as Nações Unidas.
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Nova revolução dos bichos. A onda dos estudos animais
Entre direito, crítica literária, antropologia e outras disciplinas, ganha corpo um novo campo de pesquisas: os estudos animais, que põem em questão a superioridade humana e reconhecem tanto uma "cultura" animal como a animalidade do homem em livros, congressos e militância política, não sem opositores.
ALCINO LEITE NETO
"NÃO ATIRE O PAU NO GATO/ porque isso não se faz/ o gatinho é nosso amigo/ não devemos maltratar os animais..." É assim um trecho do "Rap dos Animais", que consta no site do Instituto Abolicionista Animal, da Bahia, presidido pelo promotor de Justiça e professor de direito Heron Santana.
Em 2005, Santana liderou um pedido de habeas corpus -garantia legal reservada aos seres humanos- em favor da chimpanzé Suíça, a fim de libertá-la do zoológico de Salvador e transferi-la para uma reserva de primatas em Sorocaba (SP). Suíça, porém, morreu dias antes de o caso, inédito no país, ter sido julgado.
Reivindicações similares ocorreram em seguida no Brasil, sem sucesso. No final do ano passado, por exemplo, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro recusou um pedido de habeas corpus feito por entidades protetoras de animais para libertar o macaco Jimmy do zoo de Niterói. O relator do processo justificou: o habeas corpus não é o instrumento jurídico certo para proteger o primata.
BENS SEMOVENTES Os bichos não estão sob os cuidados das mesmas leis reservadas às pessoas. No Código Civil, são classificados como "bens semoventes", ou seja, uma propriedade do homem dotada de movimento próprio. É a Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605, de 1998) que garante proteção e segurança aos animais e prevê punição aos que os maltratem, mutilem ou envenenem, entre outros delitos.
A Constituição também veda práticas que levem à extinção de espécies ou "submetam os animais à crueldade" (Cap. VI, art. 225, § 1º, inciso VII).
Pedir habeas corpus para um animal é um modo de desafiar os limites do sistema jurídico e também uma forma de protesto político. A intenção é parecida à do americano Gary Francione, professor de direito que é um dos principais defensores da causa do abolicionismo dos bichos. Um de seus livros, de 2008, tem como título "Animal as a Person" (o animal como pessoa).
TRADIÇÃO Ao reivindicar que animais -ao menos os primatas superiores- possam usufruir de um direito reservado às pessoas, esses grupos pretendem colocar em xeque uma tradição filosófica e cultural de séculos, que o direito apenas formaliza.
Segundo essa tradição, os homens se definem por oposição aos animais, sendo estes inferiores àqueles por estarem desprovidos da razão, da palavra e da preocupação recíproca pelos seres humanos.
Para René Descartes (1596-1650), por exemplo, os bichos não passam de autômatos, já que, desprovidos de alma, não dispõem senão da pura mecânica do corpo.
Para Kant (1724-1804) -cujo pensamento exerceu tanta influência sobre a jurisprudência-, já que animais são seres desprovidos de julgamento, os homens não têm nenhum dever em relação a eles, a não ser um dever indireto com respeito à própria humanidade.
O pensamento ocidental seguiu praticamente na mesma toada até Heidegger e Levinas, no século 20. Raros foram os pensadores que, como Jeremy Bentham (1748-1832), entenderam que os animais deveriam ser dotados de direitos. Para o filósofo britânico, a defesa dos bichos se justifica por estarem eles, assim como os homens, sujeitos ao sofrimento.
Na vida prática, a presunção de superioridade do homem resultou na perseguição desenfreada aos animais, quando não na extinção de espécies, na "escravização" dos bichos, no aprisionamento, na morte em massa e na sua mercantilização para fins alimentares e de entretenimento doméstico.
ÉTICA ANIMAL É contra essa visão utilitária e predadora que surgiram, nas últimas décadas, filósofos e juristas dedicados a discutir a criação de uma "ética animal" e reivindicar um arcabouço jurídico que dote os bichos de direitos.
Ao mesmo tempo, surgiram grupos de proteção aos animais, alguns constituídos em organizações políticas, por vezes ferozmente militantes, como o Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), criado em 1980, ou a ALF (Animal Liberation Front), fundada nos anos 70. Foi o braço brasileiro da ALF o responsável pela depredação, em 2005, do Instituto de Biociências da USP, em protesto contra o uso de bichos em pesquisas científicas.
No âmbito acadêmico, da mesma maneira que no passado recente as universidades se abriram para os estudos da cultura na ótica das diferenças raciais e sexuais, vem se desenvolvendo uma nova área de pesquisas chamada "estudos animais".
As investigações neste campo são complexas e convocam um grande número de disciplinas, como a biologia, a filosofia, o direito e a antropologia, além da literatura e de outras artes.
As pesquisas já encontraram terreno fértil no Brasil. No início de maio, foi realizado em Belo Horizonte o colóquio internacional "Animais, Animalidade e os Limites do Humano", que promoveu mais de 30 palestras e mesas-redondas e trouxe ao país alguns ilustres pesquisadores da nova disciplina. Entre eles, o francês Dominique Lestel, da École Normale Supérieure de Paris, o britânico Tom Tyler, da Oxford Brookes University, e o americano Randy Malamud, da Georgia State University.
O colóquio foi coordenado pela pesquisadora Maria Esther Maciel, professora de teoria da literatura, e por Julio Jeha, professor de literaturas de língua inglesa, ambos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
O encontro foi considerado um pré-evento para a segunda Minding Animals Conference, que acontecerá em 2012, no Instituto de Ética da Universidade de Utrecht (Holanda). A Minding Animals Internacional (MAI) é uma associação internacional que tem entre seus patronos o sul-africano J.M. Coetzee (Nobel de Literatura em 2003) e a cientista britânica Jane Goodall, famosa por suas pesquisas com chimpanzés.
Foi Maria Esther quem também organizou o livro "Pensar/Escrever o Animal: Ensaios de Zoopoética e Biopolítica" [422 págs., R$ 39], recém-publicado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (Edufsc). Com 19 ensaios de vários autores, brasileiros e estrangeiros, o livro é uma das primeiras grandes iniciativas editoriais no país no campo dos estudos animais.
A primeira parte de "Pensar/Escrever o Animal" traz ensaios de viés mais filosófico, como os de Benedito Nunes, Dominique Lestel e Tom Tyler. Entretanto, o foco principal do livro (como foi também o do colóquio em Belo Horizonte) é a análise do modo como a literatura, os mitos, as fábulas e as artes abordam os animais e a própria animalidade do homem.
São examinados autores como Kafka, Coetzee, Clarice Lispector, Borges e Patricia Highsmith. As análises são de Márcio Seligman-Silva, Evando Nascimento, Raul Antelo, Eneida Maria de Souza, Jens Andermann e Lucile Desblache, entre outros.
A lista de escritores analisados inclui o curioso caso da brasileira Regina Rheda, cujo pouco conhecido "Humana Festa" (Record) seria o "primeiro romance centrado no veganismo no mundo", segundo a professora Alexandra Isfahani-Hammond, da Universidade da Califórnia em San Diego.
Claramente militante, o livro narra as disputas econômicas e os dilemas morais em torno da criação de animais numa fazenda no interior de São Paulo. O veganismo (que deriva da palavra "vegetarianismo") é um movimento que defende os direitos dos bichos e a supressão de todo produto de origem animal -na alimentação, nas roupas, nos medicamentos etc.
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Uma entrevista memorável com o triatleta Daniel Meyer.
A jornalista Loraine Luz mais uma vez corresponde aos anseios da causa animal ao entrevistar o triatleta Daniel Meyer. Entrevista irreparável com um ser humano posicionado e exemplar em todos os sentidos. Publicada no domingo 03/07/2011 no Caderno Donna de Zero Hora.
Triatleta e ultramaratonista conta por que se tornou veganoDaniel Meyer diz que sua consciência não lhe permite viver de outro modo
Loraine Luz, Especial – Zero Hora 2011.06.06 Uma das ressalvas mais ouvidas por veganos diz respeito à ingestão de proteínas e que isso seria prejudicial à saúde. O fato é que, na maior parte das vezes, comer carne não se dá exatamente por causa dessa preocupação. As pessoas comem carne porque gostam. Para um atleta, no entanto, a falta de nutrientes pode, sim, ser determinante. Afinal, a sua saúde é seu ganha-pão: as decisões à mesa precisam ser muito conscientes.
Na entrevista abaixo, Daniel Meyer conta por que se tornou vegano e como isso não o limita como atleta. Pelo contrário. Ele atribui sua disposição justamente ao cuidado que tem com a alimentação. E que disposição: o Daniel é triatleta e ultramaratonista. No domingo passado, dia 29 de maio, em Jurerê/Florianópolis, ele fez o seu melhor tempo em um Ironman (3.8km de natação + 180km de ciclismo + 42,1km de corrida): 9h28min40s. Mas ele garante: “Sou vegano, porque minha consciência não me permite viver de outro modo”.
veja mais:
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Veganismo vem ganhando adeptos
http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-129478-VEGANISMO+VEM+GANHANDO+ADEPTOS.html
Domingo, hora do almoço. Eis o momento mais popular nas churrascarias. E como brasileiro adora carne. Entre porções de frango, porco e boi, o consumo per capita nacional ultrapassa 75 quilos por ano. De tão habituados a esse estilo de vida, nem dá para imaginar como seria abrir mão dessas delícias, certo? Pois saiba que a cada ano aumenta o número de pessoas que apostam no prazer longe da carne. Segundo pesquisa do Instituto Ipsos, 28% dos brasileiros “têm procurado comer menos carne”. É o segundo maior índice mundial, próximo ao canadense e maior que o britânico. Fica atrás apenas do registrado nos Estados Unidos, onde os hambúrgueres são uma das maiores fontes de doenças cardiovasculares e sentimento de culpa.
“Diabetes, hipertensão e colesterol são doenças que marcam a contemporaneidade. Deixar de consumir alimentos de origem animal e seus derivados auxilia em primeiro lugar na redução da ingestão de gorduras saturadas e colesterol, o que previne doenças como a obesidade e problemas cardíacos”, defende Yuko Ono, mestre em Ciências da Nutrição pela Loma Linda University, e professora de nutrição da UFPA.
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