Homem X Natureza

Vegetarianismo / VEGANISMO

Sexta-feira, 18 de Abril de 2008



O que é ?
No vegetarianismo, entende-se que o consumo de alimentos de origem animal é uma prática desnecessária, que prejudica a saúde humana, o meio ambiente, os animais e a sociedade.


Ovo-lacto-vegetarianos: não consomem qualquer tipo de carne, mas consomem laticínios e ovos.

Lacto-vegetarianos: não consomem carne nem ovos, mas consomem derivados de leite.

Veganos: não consomem qualquer produto de origem animal (leite, ovos, mel) e também não utilizam produtos feitos com couro, lã, seda e cosméticos que contenham ingredientes animais ou que tenham sido testados em animais.

Por que uma pessoa se torna vegetariana?

Saúde: uma dieta vegetariana bem planejada traz muitos benefícios à saúde. Ela é rica em vitaminas, minerais e fibras e pobre em gordura saturada, sendo capaz de contribuir para a prevenção de várias doenças.
Ética: alguns vegetarianos deixam de comer carne por acreditarem que os animais têm direito à vida e que seu sacrifício para fins alimentares é uma crueldade desnecessária.
Meio ambiente: a produção de alimentos de origem animal causa grande impacto no meio ambiente, por necessitar de mais terras e recursos, além de ser responsável pela produção de uma enorme quantidade de resíduos (poluição).
Fome mundial: utilizando os mesmos recursos despendidos atualmente com a pecuária, a simples transição do consumo de produtos animais para o consumo de alimentos vegetais seria capaz de alimentar adequadamente toda a população mundial.


Abaixo um texto sobre vegetrianismo por Paulo Renato:

O que é veganismo?
Veganismo é uma filosofia de vida em que escolhemos não mais participar da exploração e/ou sofrimento de ninguém. Com o ele tomamos responsabilidade perante nossa vida e todos aqueles que habitam esse planeta.
O vegano(a) não se alimenta de nada que venha da escravidão animal, seja carne, leite, ovos, queijos, mel ou mesmo pedaços de insetos usados como corantes na indústria alimentícia. A postura vegana vai além da alimentação, também somos contra animais em espetáculos, na ciência, e tudo aquilo que fere o direito do outro nos não compactuamos.
Qual a fundamentação?
Nosso fundamento é todo ético. Se sabemos que alguém sente e experimenta o mundo, se sabemos que animais não-humanos assim como nós querem a liberdade, criar seus filhos e não sentir dor, como podemos usar de tirania e lhes tirar os direitos mais básicos? A vida de um animal e tão valiosa para ele quanto a sua pra você ou a sua para mim.
Ainda vivemos em uma sociedade onde o antropocentrismo e tido como algo normal. Somos programados a pensar que a vida humana é sagrada e perfeita e as outras espécies são “coisas” que podem e devem ser usadas por nós. Essa visão antropocêntrica sem nenhuma base racional é aceita de maneira cômoda e sem questionamento por uma maioria que prefere escravizar ao perder o “conforto” de comer cadáveres, secreções mamárias ou a menstruação de galinhas, por exemplo.
Uma imensa maioria não imagina uma vida sem nada animal em sua alimentação, ou mesmo viver sem couro ou lã em suas vestimentas. Essa maioria se questionasse seus hábitos e buscasse uma explicação lógica do por que explorar animais descobriria que não temos esse direito. A vida deles não tem valor extrínseco, não somos nós que dizemos se ela é importante ou não, ela tem valor intrínseco, é de cada ser, somente dele.
Vários filósofos, advogados e especialistas de tantas outras áreas já provaram que a luta pela abolição animal é coerente e lógica. Ilógico é o que ainda nossa sociedade faz com eles, tratam indivíduos como coisas. A postura abolicionista é a de que todos aqueles que sentem, experimentam esse mundo e tem interesses, devem ter esses interesses respeitados. Não podemos julgar alguém por características factuais cor da pele, número de pêlos ou patas. O especista é exatamente igual qualquer racista ou sexista, a diferença e que o especismo é incentivado assim como o racismo já o foi em outras épocas.
Quando negros, mulheres ou judeus eram considerados seres inferiores, essa visão era extrínseca a eles, nunca em nenhum tempo, mesmo com uma imensa maioria da humanidade pensando de determinada forma eles eram inferiores. Com os animais não-humanos é a mesma coisa, hoje o mundo inteiro pode achar que eles são “coisas”, merecem ser escravos, mas o valor deles não se mede por nós. Sempre foi e sempre será errado cada um deles ser escravizado, a humanidade pode demorar milênios para enxergar isso, mas o fato de que cada um deles merece a liberdade sempre existiu independente de nossa percepção.
O que posso fazer?
Como diz o filósofo Gary Francione: “O veganismo é a base do movimento abolicionista.” No mundo que vivemos hoje animais são considerados propriedade, não são sujeitos de direito. Se seu vizinho resolver matar um cão a pauladas e argumentar que ele comprou o cão, que tem a nota fiscal e que era para comer, provavelmente nada acontecerá com ele. Se ele fizer a mesma coisa com um porco ou galinha ai é que a “justiça” irá entender que ele tem todo direito de cometer tal assassinato. Animais só vão ser livres e considerados sujeitos de direito quando não forem propriedade de ninguém, quando entendermos que seu valor é intrínseco. Uma sociedade em que animais não são propriedade ou meios para fins humanos só pode ser uma sociedade vegana.

Somente com o veganismo fazemos acontecer aquilo que é o justo tanto para animais humanos quanto para não-humanos. “O veganismo é a abolição animal em nível individual”, é cada um de nós fazendo a libertação animal acontecer, hoje, agora!Um estilo de vida vegana não é difícil, não é cara, não te deixa mais fraco ou te afasta das pessoas. Hoje a internet traz milhares de informações e você pode comer de tudo, usar de tudo sem ter que explorar animais. Existem desde pizzas, lasanhas, hamburgers, cachorro quente até churrasco, feijoada, bolos, sorvete, chocolate e etc. Você encontra também sabonetes, shapoos, cintos, bolsas, carteiras, tudo sem componentes animais. Basta um mínimo de vontade, curiosidade e empenho.Se realmente dizemos que somos contra a escravidão e a dor (seja humana ou não-humana), não existe maneira de ser mais coerente do que adotar um estilo de vida vegano. Devemos nos afastar de tudo aquilo que patrocine a exploração de humanos e não-humanos. Se não conseguimos entender que comer carne ou ter um sapato de couro é um interesse banal quando comparado ao interesse a vida e liberdade de quem foi assassinado para produzir tais coisas, realmente não estamos preparados para dizerde maneira verdadeira: "sou uma pessoa consciente".


Paulo Renato - A.L.A

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